domingo, 11 de abril de 2010

Ou lá na favela a vida muda....

Minha homenagem e solidariedade para a uma cidade que amo tanto e ainda tenta se recuperar da tragédia dessa semana. Chegou a hora de resolver...

Nomes de Favela
(Paulo Cesar Pinheiro)
O galo já não canta mais no Cantagalo
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!

Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus

Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro

Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Já pensou em ser feliz???

O que aconteceria se simplesmente parasse de procurar problemas? Simplesmente deixar a vida rodar, o beijo durar e o tempo curar. Que tal apenas ser feliz?

Reclame menos, saia mais. Aproveite os amigos e perca tempo de pernas para cima. Se jogue no sofá, se entupa de sorvete e ria do filme velho na tv. Coloque os pés na areia, se encoste na cabeceira e faça o tempo estacionar.

Ame quem merece. Limpe o armário e se desfaça do que não convém. Doe tempo, descubra que o mundo não gira em torno de você. Ofereça sorrisos a um desconhecido e conheça gente que de fato tem problemas.

Dirija sem rumo. Reencontre sua família e reconheça o valor que eles têm. Viaje para longe, mergulhe na piscina, fotografe o presente e resgate o passado. Dance, escute música alta e ensurdeça os vizinhos.

Descubra o maravilhoso poder de um “não”, mas saiba ceder. Aprenda a não mais mentir. Prefira ser o que a ser o que esperam que você seja. Agregue e não segregue. Um só não substitui todo o resto. Perceba que se ciúme só faz mal a quem sente.

Não peça aprovação. Não procure questionamentos. Que tal apenas ser feliz???

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Elas também cometem gafes

“Amiga há quanto tempo. Você tá linda grávida, é menino ou menina?” e ela responde: “É eu acho que engordei um pouquinho!”. Eu sou dessas. Que falam demais e vivem dando foras por aí, tipo “rainha das gafes”. “Oi Fulano. Cadê o fulano, ele não vem?” e a garota: “A gente terminou e eu prefiro não falar sobre isso”.

Tudo bem, com o tempo aprendi a falar menos e observar mais, porém a garota que ia casar, já tinha data marcada e tudo mais e de repente – não mais que de repente - separa podia ao menos espalhar a notícia. A outra que era magra feito uma vareta e virou modelo da Tropigás também deveria alertar as pessoas.

Ontem tive a prova que gafes não são privilégios de anônimos como eu. Ivete Sangalo mandou mal em rede nacional, durante a final do Big Brother Brasil 10 – sim eu me rendi e assisti confesso. Depois que a minha mãe, fiel torcedora do Dourado, me explicou toda a trama eu entendi o fora da Ivete.

A cantora baiana em meio ao seu show no programa soltou. “Essa canção vai em homenagem a Lia e ao Cadu, uma história que vai começar aqui fora, tenho certeza”. A Ivete só esqueceu que o belo rapaz não pegou ninguém na casa porque namorava, e mais ainda, a respectiva namorada estava presente na platéia. Ups!

Não mostraram a namorada no momento da gafe, mas quando o bonito saiu rolou um beijo de novela na mocinha. Fiquei esperando a retratação, mas a Dona Ivete aprendeu com a minha mãe que “m*** quanto mais mexe mais fede” e ficou bem caladinha. Nada se falou sobre o assunto. Mas não por muito tempo, porque os sites de fofoca bombaram a notícia.

Pelo menos as minhas gafes são mais particulares. Ela teve que se explicar : "A namorada estava praticamente na minha frente. Ele saiu e a beijou, e eu bem abeatada só me perguntava... Oxe, não era Lia? Que cantora burra! E depois fiquei com cara de dó porque ela não sabia que eu não sabia! Mas ela aceitou minha piscada de olho e sorriu! Sou tapada, todo mundo sabia menos eu!".

Para completar a situação, a baiana ainda encontrou o namorado de Lia no mesmo restaurante que estava. "E para fechar a noite, encontrei o namorado da Lia, que eu já conhecia, no mesmo restaurante. Aí eu disse a ele, bem meiga, que desejava parabéns e que tivesse boa sorte com a namorada. Ai que mico!". Ivete contou no twitter.

Valeu Ivete, somos super companheiras. “Gafe Queens” Rocks!

domingo, 14 de março de 2010

Deficiência delas...

Tive, tenho e acho que sempre terei problemas de compatibilidade com mulheres, isso por acreditar que existe muito potencial desperdiçado. Inteligência mal utilizada. Não quis escrever nada clichê sobre o Dia Internacional da Mulher, mas confesso que pensei sobre o tema.

Se por hora nos aproximamos da equidade de gêneros, nos distanciamos da independência emocional. Assisto garotas que determinam a vida pela existência dos namorados, mulheres que se emburrecem em função de maridos que nem mesmo as tratam bem. Acredito não ser possível mensurar a capacidade de uma mulher tolerar os destratos de um homem quando ela admite que ou é ele ou não é mais ninguém.

Nunca vou conseguir conceber o fato de uma mulher ser feliz se submetendo à vontade de outro, sinceramente não acredito em altruísmo. Mais ou menos como a personagem de Júlia Roberts em o “Sorriso de Monalisa”, que se sente incapaz quando vê uma de suas alunas mais brilhantes abrindo mão da graduação em Yale para “pôr o jantar às 17h na mesa”.

Acredito que em relacionamentos abrimos mão de muita coisa. Por amor, ou pelo bem do outro, fazemos coisas que antes víamos como inconcebíveis, o que é normal, mas é preciso estabelecer limites. Esquecer a família, não conseguir deixar o sujeito por 2h para bater um papo entre amigas e assim ir deixando cada vez mais as amizades de lado. Até que precise delas. Ninguém é uma ilha e pode ser que as pessoas não estejam mais lá quando precise delas.

Não sei se sou diferente e por isso me orgulho, ou se sou muito orgulhosa e por isso sou diferente. Vivo bem dividindo meus amores, em determinadas horas amigos podem assumir o papel de “pessoa mais importante da minha vida”, assim como ninguém tira esse posto da minha família. Decepções me ensinaram a cuidar muito bem dos que me amam.

Peço desculpa pelas generalizações, mas observei exemplos vivos durante esta semana das condutas descritas. Se nós somos mais organizadas e determinadas, conseguimos nos dividir entre família e trabalho, além de muito mais dinâmicas, por que o mundo ainda é deles? Tive, tenho e acho que sempre terei problemas de compatibilidade com mulheres.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

E o carnaval se foi....

Se no Brasil o ano só começa quando acaba o carnaval, em Brasília 2010 foi um pouco diferente. A coisa por aqui anda estranha, antes da festa pagã o governador já estava preso, o vice já anunciava a renuncia, o presidente da câmara já tinha até escolhido em qual das residências oficiais ia morar...

Assistimos o Ministro Marco Aurélio de Mello negar um pedido de habeas corpus, acabando com a tradição política de medidas preventivas. Mas nos deparamos com a lei orgânica que diz que para instaurar um inquérito de impeachment contra o governador é preciso ter dois terços dos votos dos deputados.

O governador Arruda (ex-DEM) já completa dez dias na superintendência da polícia federal. O vice Paulo Otávio (ex-DEM)- aquele que votou à favor do Collor (PRTB/AL) no impeachment- anunciou a renuncia após 288 horas de governo. Chega ao cargo o deputado Wilson Lima (PR), presidente da Câmara, depois que o deputado Leonardo Prudente (ex-DEM) também se afastou, depois das meias ficou feio permanecer no posto.

Considerando que o período das convenções partidárias já acabou, os envolvidos estão todos inelegíveis, se nada acontecer, pelo menos não voltam no próximo mandato. A decisão do diretório nacional do DEM no dia da prisão de Arruda - saída imediata dos cargos- provou o medo do partido em tempos de eleição.

O perigo da intervenção federal amedronta quem ainda ficou no governo. Se discute soberania do estado, valorização do trabalho dos brasilienses, o que é muito bonito, mas eu sinceramente não confio nas atividades desenvolvidas pela câmara legislativa. A linha de sucessão está virando piada, a auditoria seria bem vinda sim. Quem não deve não teme meus caros.

A cidade
No mar de lama que a cidade se enfiou, só na escola de samba Beija-Flor vimos uma Brasília apolítica, o que é facilmente compreendido se pensarmos que alguns bilhões saíram dos cofres do GDF. Mas aqui não é assim, essa é a cidade que para quando descobre que o governador está na sede da polícia federal e corre para lá, nem que seja só para ver o movimento.

É a cidade onde a esfera pública e a privada se misturam. O deputado da meia pode ter sido seu vizinho, o governador corrupto pai de um colega de escola e o engenheiro subornador já trabalhou com alguém próximo à você. Todo mundo conhece alguém que conhece alguém em Brasília, as informações chegam antes dos jornais.

Agora o carnaval se acabou, a Beija-Flor ficou com seu terceiro lugar e em Brasília ainda teremos acontecimentos para lotar os cadernos de política local. Façam suas apostas, esse ano vai ter eleição. O ano começou.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quando você não vem...

Quando você não vem, eu tenho tempo de fazer as unhas, de cortar o cabelo. Posso finalmente arrumar meu armário e jogar fora o que não uso mais. Consigo ir ao salão, passear pelas liquidações e fazer coisas que meninas fazem.

Quando você não vem, eu estudo horas as apostilas que já estavam fazendo aniversário na minha mesa. Leio os livros que sempre quis ler e posso pensar na minha ânsia de eterna de que nunca vou conseguir ler tudo que quero.

Quando você não vem, eu posso sair e simplesmente reclamar da vida. Vou ao parque, decido voltar a correr e ser mais saudável. Posso ficar parada no trânsito, não me stressar com a sujeira do carro e esquecer de olhar as horas.

Quando você não vem, eu tenho tempo de me sentir sozinha. Tenho tempo de pensar em você, de pensar em nós. Tenho tempo de lamentar, de sentir sua falta. Eu posso chorar baixinho sem que ninguém escute e não me importar com a sua preocupação.

Posso passar o dia de pijama, assistir a um monte de programas ruins na TV. Escutar todas as músicas bregas que lembram minhas antigas dores de cotovelo. Saio sem hora pra voltar e me abandono no sofá da sala. Posso parar de programar o fim de semana e eu posso morrer de saudade, porque, afinal, você não vem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só em novela....

Sempre ouvi que algumas coisas só acontecem em novelas. Para os atoas, que como eu, andam acompanhando a novela das oito da Rede Globo é possível comprovar empiricamente a sentença. Sim, porque na trama mais politicamente incorreta da programação aberta o personagens se superam a cada dia.

Se considerarmos que a mocinha é casada com o Zé Mayer, um coroa que está falido e ainda sai por aí “bonitando” e traindo, dispensar o Thiago Lacerda por semanas é o maior dos absurdos da vida.
Para agravar a situação irreal, a personagem hoje sofreu depois de finalmente beijar o rapaz. Ele definiu uma nova categoria de beijo – pausa para suspiro - e a televisão passou a exercer uma força hipnótica sobre muita gente. Ah e 100% das mulheres que eu conheço andam querendo um igual por aí.

Se fosse na vida real questionaríamos dinheiro, filhos status. Mas a Helena (Thaís Araujo) é uma modelo milionária que faz o estilo “mulher independente”. Filhos com o tio Mayer ela não tem. Ah para, vai logo pegar o Thiago Lacerda que até a trilha sonora é melhor- nada contra Gal Costa.

A outra maluca da novela é a Betina (Leticia Spiler), uma típica perua da zona sul carioca, que passa o dia inteiro na academia. Resistiu por semanas as investidas do Carlos Casa-Grande (companheiro de malhação da personagem) até que resolveu ceder. Ufa!
Tudo bem, ela é casada e fiel, mas o marido é apaixonado pela prima dela e o cidadão já cantou todas as personagens que usam saias da novela. Como diz Ana Carolina “malandro e folgado comigo não dura mais nem um luar”. Oi alguém reparou que o Casa-Grande tem uns dois metros de altura, olhos azuis, ombros largos....???

O marido que não merece respeito ainda pretende trocar a Leticia Spiler pela Camila Morgado. Homens por favor se manifestem, mas a Babaloo é bem mais bonita ao meu ver. Enfim, nessa novela maluca certa só a pirralhinha que contou para mãe que viu a Helena beijando o amigo com a seguinte frase: “era o moço mais lindo que eu já vi na vida e o beijo era de artista”. E era mesmo....