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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Só queria simplicidade...

Não queria muito, só queria um pouco de diversão. Não ando pensando em compromisso, na verdade ando tentando não pensar em nada, ainda tenho uma ferida aberta. Mas você se negou, resolveu complicar a situação. Eu só pedi simplicidade, uma pena.

Homens com atitude rocks! Aqueles que são bons e sabem disso. Que encostam e deixam tonta, que sabem falar a coisa certa na hora certa, a hora de chegar e a hora de partir. Agora esse negócio de ter que se virar em mil para chamar a atenção do cidadão e o cara que te olha anoite inteira e no fim nada, que preguiça.

E ainda temos a lista de gafes. “Meu amigo quer te conhecer” é o fim. O fim dos tempos o fim do futebol, é o fim do planeta. A vontade é responder: “e o que me faria querer conhecer seu amigo?” ou matar logo de vez “não quero conhecer seu amigo, quero conhecer você”, já vi isso acontecer e o cara saiu torto. Mandar recado só é aceitável até o fim do ensino fundamental, depois não.

Sério, a mulherada nem anda exigindo muito por aí, mas o mínimo é a criatura ter atitude na abordagem. Ser criativo, ser engraçado costuma funcionar também. Se encher de si e só falar de você não dá certo, não to ligando pra quantos carros você tem ou quantas viagens ao exterior já fez, acredite eu sou muito melhor que isso.

Para mim ia ser tão simples, eu estava muito mais fácil do que você imaginava. Não sei o que pensa à meu respeito, mas tenho certeza que facilitaria se simplesmente perguntasse. Você e os seus impedimentos, desculpe não quero resolver seus problemas. Só queria um caso simples. Uma pena.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Como se funcionasse...

Ela decidiu gostar de quem gostava dela. Ele era mais novo e pouco atraente, mas sempre estava lá. Era dedicado, fazias declarações de amor e a respeitava. Ela descobriu que era bom ser bem tratada, só para variar.

O tempo foi passando e ela não se apaixonou. Não sentia borboletas no estômago, não suava frio, tampouco perdia a fala perto dele. Mas também não estava ruim e ela foi ficando, afinal ele podia aprender ainda.

Ela começou a entender as celebridades, ter fã não é uma coisa tão boa assim. Admiração e respeito em demasia chegam ao “sem graça”, muito rápido. E ela resolveu inovar, como última tentativa.

Langerie preta, meia-calça, venda e uma champagne francesa no gelo. E faltou a pegada. Nessa hora ela só queria que ele assumisse o comando, só queria o homem, mão grossa, costas largas e olhar dominador, mas ele faltou e no lugar ficou só o fã com carinha de admirado.

Ela descobriu que não era fácil gostar de quem gostava dela. Algumas coisas ela simplesmente não queria ensinar. Acabou. E agora ela anda por aí exigindo as borboletas!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

No fim o futebol vence


Sábado é dia de eliminatória da copa de 2010. Brasil e Uruguai às quatro da tarde. Toda mulher já viveu o drama “namorada contra futebol”. Quando se tem verdadeiro horror a dita paixão nacional isso pode gerar conflitos irresolvíveis. Mas não pense que mulheres que gostam de 90 minutos de jogo fazem a briga desaparecer.

Homem tem mania de assistir a preparação, o jogo, as entrevistas e a mesa-redonda que acontece depois da partida. Não existe mulher no mundo que acompanhe isso. Até porque o mesmo ritual é usado tanto para final de campeonato, quanto para Bauru contra 15 de Piracicaba valendo a segunda rodada da Copa do Brasil (troféu toddynho).

Além disso, acompanhar o time do coração é ótimo. Mas só o calendário da CBF já é complicado, se entrar UEFA, mundial, libertadores e outras divisões ACABOU. É jogo que não se acaba mais. Campeonato brasileiro é bacana, finais dos regionais também, mas copa do Brasil, 2º e 3º divisão são terminantes proibidos, paciência tem limite.

Futebol pode ser um bom programa para domingo a tarde. Assistir jogo em bar é divertido, nem que seja só pra rir da irracionalidade masculina em frente a TV. Em que outro lugar lotado de homens você pode passar de biquine ou pelada e nenhum deles vai olhar? A única possibilidade de desviar a atenção dos indivíduos é parar na frente da tela, mas há o sério risco de ser agredida, aconselho desviar das latinhas que serão arremessadas.

Sempre acompanhei meu pai em programas futebolísticos, ele só tem uma filha teve que ser, mas a guerra se estabelece quando o jogo do dia é Fluminense x São Paulo. Não tem pai, nem filha o que vale é pisotear o torcedor do time que perde. Porque é uma parte importante e divertida da cultura da bola sacanear o perdedor.

A pelada
Mulheres não saem pra jogar futebol a semana inteira. Não tem a “pelada” de quarta às 22h, sábado a tarde e domingo de manhã. Meninas que gostam de bola, escolhem um dia e o fazem. Mas tudo bem, sou completamente a favor do futebol masculino, na verdade até desconfio de homens que não gostam do esporte. Porém que não queiram que eu fique em casa esperando partidas terminarem ou vá para arquibancada pagar de cheerleader.

Eu gosto de futebol, mas sem exageros. A questão é que para nós mulheres o melhor a fazer é se adaptar e não tentar impedir os namorados de acompanharem as partidas, até porque isso é guerra perdida. Também faz parte da cultura da bola brigar com as namoradas, esposas, filhas, irmãs...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Inabilidade Deles

(7 de Agosto de 2008)

Estávamos bem. Eu não o cobrava, ele também não. Nos ligávamos. Nos cuidávamos. Era divertido como tudo se encaminhava bem, sem dramas, sem brigas, da maneira mais simples e exata. Veio o silêncio e o afastamento.”Não quero perder sua amizade. Encontrei uma ex”.

Quem nunca passou por essa? “Eu não era sua amiga antes, tampouco quero ser agora, sinceramente amigo eu tenho os meus”. Sim essa deveria ser a nossa resposta quando os fulanos de nossas vidas aparecem com essa. Realmente não entendo a incapacidade masculina de se comprometer. Que papo é esse de ex? Até ontem quem tinha um apelido carinhoso era eu!

O pior acontece quando a preocupação- ou a desculpa - é a ex. “Olha eu terminei há pouco tempo, não quero que ela me veja com outra porque ia sofrer muito”. E eu? Ninguém nasceu ontem, todo mundo já teve outros relacionamentos e não conheço ninguém que morreu de dor de cotovelo.

A verdade é que tem homem que se prende ao passado por medo do futuro. Não existe essa de ex, reencontro, medo de magoar. O que existe é a inabilidade masculina de colocar pontos finais nas coisas. Não sabe terminar? Azar o seu porque não da pra esperar até que aprenda. Quantos homens já não suportam mais suas mulheres, mas são incapazes de falar, por isso preferem tratá-las mal até elas ponham um fim na relação.

Tão corajosos e viris para certas coisas e completamente amedrontados para outras. Meus caros conto-lhes um segredo: todas as mulheres sabem disso e se aproveitam quando acreditam que estão no “relacionamento da vida”. Se certas ou erradas? Não me cabe julgar, mas são espertas, inegável.

Estávamos realmente bem, mas não deu pra esperar.

Tatiana Coêlho