(8 de Novembro de 2008)
Sou um projeto, concluí alguns e tenho outros. Futura jornalista, futura historiadora. Já fui flautista, capoeirista, jogadora de vôlei. Finalmente terminei meu inglês e preciso viver uns 500 anos para estudar e aprender tudo que quero. Leio menos do que gostaria, as vezes trabalho mais do que devia. Tomo atitudes antecipadas, penso demais quando deveria “menos”.
Sou adepta a debates, detesto gente burra – aquelas que têm total acesso a informação e não a usa. Ainda mato uma piriguete. Gente lerda me irrita, dirijo loucamente e sou apaixonada por música. Nasci e cresci ouvindo grandes compositores – mérito dos meus pais. O projeto da vez é aprender a dançar samba de gafieira, ah e ter o belo jogo de pernas da Cristiane Torloni.
Me encontrei no Jornalismo, aprendi imparcialidade na História. Detesto gente que se acha melhor que as outras seja lá pelo que for. Hipocrisia me irrita, seja o que quiser, faça o que bem entender, mas não me venha com discursos. Como dizia um professor que tive “cada um da o que tem e come o que gosta”. Não sei lidar com mentira e não gosto quando as coisas fogem do meu controle. A pior situação da minha vida acontece quando me vejo impotente, sem ter como resolver.
Tenho medo de cemitério, pavor de perder quem eu amo e pânico de morcego. Consigo matar barata, gosto de prender abelhas e detesto mosquitos. Ah e acho que já devo ter corrido de patos e galinhas quando era criança, tenho horror a eles. Minhas pernas param de me responder em lugares altos.
Preciso de amigos perto de mim. Acordo carente na TPM. Me irrito facilmente, me cobro perfeição. Tenho uma família unida e cheia de problemas, não vivo sem eles. Gosto de ler e de comer de madrugada, encontros familiares na cozinha às 2h da manhã são sempre bem-vindos. Posso ser melhor amiga, mas também a pior inimiga. Guardo rancor e mágoa. Gosto de resolver problemas, meus e dos outros. Tenho alguns problemas em pedir ajuda.
E hoje sou mais ou menos assim, nem demais e nem de menos, com 22 anos e uma cabeça cheia de convicções, dúvidas e medo das tomadas de decisões que estão por vir. Há 10 anos me imaginava diferente, espero muitas coisas, quero fazer muita coisa….enfim um eterno projeto.
Tatiana Coêlho
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
E ela achava que sabia!
(28 de Agosto de 2008)
Veio a faculdade, o curso foi passando. Ela achava que sabia muita coisa, descobriu o contrário. Foi trabalhar e mudou tudo, uma assessoria e muito aprendizado. Um dia a sorte estava ao lado dela, uma daquelas “hora e lugar certo” caiu em uma redação. Ela ficou maravilhada, até do crachá tinha orgulho. O tempo foi passando, a rotina deixou de ser divertida, os três turnos de atividades começaram a pesar.
Quando ela entrou na redação pela primeira vez sentiu como se pisasse em um mundo novo, estava ali, aonde as coisas de fato aconteciam, na terra das pessoas inteligente e cultas que produziam o que ela lia há anos. Começou a dar rostos aos nomes conhecidos. Entender editorias, fechamento, observar tudo e todos de longe. A correria, a gritaria, o stress, tudo fazia com que ela gostasse mais de estar no meio do salão cheio de computadores com placas suspensas.
Aos poucos descobriu como funcionava um jornal e seus personagens. Cidades e seus repórtes com a barra da calça molhada porque foram cobrir chuva. Esportes e os abrigos esportivos, eles devem quere se parecer com os atletas. Política e Ecônomia com ternos alinhados e ar de gente importante. Cultura e a “galera alternativa” e a Revista com suas roupas fashions.
Com algumas coisas ela nunca se acostumou. As broncas públicas para quem quisesse ouvir e ver a fazia se sentir constrangida. As brigas constantes a assustavam, entre editores e repórters, editores e editores e quando ela achava que tudo ia explodir acabava, um virava o outro também e tudo voltava ao normal.
Algumas lendas ela comprovou. Os editores têm sim cara de mau e sabem gritar. Os subeditores tem cara de bonzinhos, mas podem ser uns carrascos quando querem. Os fotógrafos são divertido, mas meninas precisam ter cuidado. Sim as pessoas fofocam e muito, de estagiário a repórter especial. Existe inveja e a competição é acirrada. Algumas não são tão inteligentes e cultas, mas outras mereceram se tornar ídolos dela.
Ela teve medo de mudar, pensou que talvez não fosse gostar. Adorou. Aprendeu muito e jamais trocaria a experiência por nada. Mas chegou a hora de estabelecer novas metas, “pedra que não rola cria limo”. Não se sabe ainda como vai ser, mais uma vez teme se arrepender, mas o tempo passou.
Tatiana Coêlho
Veio a faculdade, o curso foi passando. Ela achava que sabia muita coisa, descobriu o contrário. Foi trabalhar e mudou tudo, uma assessoria e muito aprendizado. Um dia a sorte estava ao lado dela, uma daquelas “hora e lugar certo” caiu em uma redação. Ela ficou maravilhada, até do crachá tinha orgulho. O tempo foi passando, a rotina deixou de ser divertida, os três turnos de atividades começaram a pesar.
Quando ela entrou na redação pela primeira vez sentiu como se pisasse em um mundo novo, estava ali, aonde as coisas de fato aconteciam, na terra das pessoas inteligente e cultas que produziam o que ela lia há anos. Começou a dar rostos aos nomes conhecidos. Entender editorias, fechamento, observar tudo e todos de longe. A correria, a gritaria, o stress, tudo fazia com que ela gostasse mais de estar no meio do salão cheio de computadores com placas suspensas.
Aos poucos descobriu como funcionava um jornal e seus personagens. Cidades e seus repórtes com a barra da calça molhada porque foram cobrir chuva. Esportes e os abrigos esportivos, eles devem quere se parecer com os atletas. Política e Ecônomia com ternos alinhados e ar de gente importante. Cultura e a “galera alternativa” e a Revista com suas roupas fashions.
Com algumas coisas ela nunca se acostumou. As broncas públicas para quem quisesse ouvir e ver a fazia se sentir constrangida. As brigas constantes a assustavam, entre editores e repórters, editores e editores e quando ela achava que tudo ia explodir acabava, um virava o outro também e tudo voltava ao normal.
Algumas lendas ela comprovou. Os editores têm sim cara de mau e sabem gritar. Os subeditores tem cara de bonzinhos, mas podem ser uns carrascos quando querem. Os fotógrafos são divertido, mas meninas precisam ter cuidado. Sim as pessoas fofocam e muito, de estagiário a repórter especial. Existe inveja e a competição é acirrada. Algumas não são tão inteligentes e cultas, mas outras mereceram se tornar ídolos dela.
Ela teve medo de mudar, pensou que talvez não fosse gostar. Adorou. Aprendeu muito e jamais trocaria a experiência por nada. Mas chegou a hora de estabelecer novas metas, “pedra que não rola cria limo”. Não se sabe ainda como vai ser, mais uma vez teme se arrepender, mas o tempo passou.
Tatiana Coêlho
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