Quando eu era pequena me ensinaram que o importante era dizer sempre a verdade, mentir era absolutamente imperdoável. Depois, aprendi o conceito de “mentiras sociais”, aquelas que auxiliam a manutenção do convívio em sociedade. Agora eu descubro que falar a verdade “doa a quem doer” afasta muito mais do que atrai pessoas.
Não submeto minhas opiniões à censuras, tenho problemas em mentir apenas para falar o que as pessoas querem ouvir. Acredito em verdades inconvenientes, mas cada vez mais me vejo em posições que preciso pensar muito bem em como e o que falar.
As pessoas procuram as outras não para agregar idéias e discuti-las, elas o fazem simplesmente para legitimar suas teses. Por mais hipocrisia que isso soe, é como acontece. Já vem com a história pronta, só querem que você lhes dê razão.
Me pergunto o que está certo, porque determinadas mentiras são capazes de proteger e se há uma verdade que ninguém desmente é que pessoas mentem. Mas então alimentar a hipocrisia em prol do social ou continuar falando demais e correndo risco de ser taxada de grosseira?
Admito que vejo algumas figuras como “caso perdido” e me reservo o direito de nem gastar meu português. Não me stresso, as vezes me afasto e fico ali balançando cabeça no estilo platéia bem ensinada. Mas não sei se me sinto bem com isso.
Nessa eu não tenho respostas. Eu só sei que comigo é sempre a verdade!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Quando a inteligência vence...
Não faz mal ler o jornal de vez em quando, saber a quantas anda a política nacional, escutar algo além de “rebolation”. Enfim, usar a inteligência não mata, nem mesmo machuca. Nada melhor que boa conversa, sentar com o amigo economista empolgado com a aprovação na certificação internacional, ou com o primo animado com os primeiros semestres de faculdade, ou ainda com o músico apaixonado. Nem vou falar sobre cantadas inteligentes que aí é jogar baixo.Nada mais sexy do que ouvir um homem que entende um pouco além de suplementação alimentar e pit bulls. Eles ficam muito mais interessantes quando a assunto da conversa ultrapassa o BBB. Foi mal, mas não estudei feito uma condenada para sair por aí ficando com caras que enchem a boca para dizer que Maquiavel escreveu “O Pequeno Príncipe”, o último livro que a criatura leu foi “A Bolsa Amarela” , ainda no pré- escolar. Por favor, me venham com neurônios e não com músculos, prefiro os nerds candidatos a Bill Gates aos sarados burros.
Sou filha de pais exigentes, daqueles que tirar 10 não era “nada mais que a obrigação”, passar com 5 era motivo de castigo e recuperação seria a morte. Tudo bem, na época de escola eu ficava brava e revoltada, mas me ensinou muito. Não me contento com o mínimo, corro atrás e não sou alienada do mundo – valeu pai pelas assinaturas diárias de jornais. Dedicação é o que faz a diferença, estudar não é tortura e ler também não mata, nem exige tanto esforço assim.
Para os que já trabalharam em redação sabem que o ambiente chega a ser insalubre, mas pelo menos por lá a briga é para saber quem é o mais inteligente e a disputa é acirrada. Diferente do ode a inteligência que se vê em outros lugares, em que a rotina da ignorância é bem vista e até ler as notícias da empresa são uma enorme dificuldade.
Se meu abdômen me desse dinheiro eu até me mataria numa academia, mas não é o caso. Nasci com pudor - fica para próxima BBB – o que elimina algumas possibilidades de enriquecimento fácil. O que eu sei fazer? Estudar, todo o resto veio daí, muito esforço e pouco dinheiro na conta. Na próxima vida quero vir bonita e bem burra, porque inteligência anda meio subvalorizado por aí, mas até lá... para mim a inteligência sempre vence.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Como se funcionasse...
Ela decidiu gostar de quem gostava dela. Ele era mais novo e pouco atraente, mas sempre estava lá. Era dedicado, fazias declarações de amor e a respeitava. Ela descobriu que era bom ser bem tratada, só para variar.O tempo foi passando e ela não se apaixonou. Não sentia borboletas no estômago, não suava frio, tampouco perdia a fala perto dele. Mas também não estava ruim e ela foi ficando, afinal ele podia aprender ainda.
Ela começou a entender as celebridades, ter fã não é uma coisa tão boa assim. Admiração e respeito em demasia chegam ao “sem graça”, muito rápido. E ela resolveu inovar, como última tentativa.
Langerie preta, meia-calça, venda e uma champagne francesa no gelo. E faltou a pegada. Nessa hora ela só queria que ele assumisse o comando, só queria o homem, mão grossa, costas largas e olhar dominador, mas ele faltou e no lugar ficou só o fã com carinha de admirado.
Ela descobriu que não era fácil gostar de quem gostava dela. Algumas coisas ela simplesmente não queria ensinar. Acabou. E agora ela anda por aí exigindo as borboletas!
domingo, 11 de abril de 2010
Ou lá na favela a vida muda....
Minha homenagem e solidariedade para a uma cidade que amo tanto e ainda tenta se recuperar da tragédia dessa semana. Chegou a hora de resolver...

Nomes de Favela
(Paulo Cesar Pinheiro)
O galo já não canta mais no Cantagalo
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Já pensou em ser feliz???
O que aconteceria se simplesmente parasse de procurar problemas? Simplesmente deixar a vida rodar, o beijo durar e o tempo curar. Que tal apenas ser feliz?
Reclame menos, saia mais. Aproveite os amigos e perca tempo de pernas para cima. Se jogue no sofá, se entupa de sorvete e ria do filme velho na tv. Coloque os pés na areia, se encoste na cabeceira e faça o tempo estacionar.
Ame quem merece. Limpe o armário e se desfaça do que não convém. Doe tempo, descubra que o mundo não gira em torno de você. Ofereça sorrisos a um desconhecido e conheça gente que de fato tem problemas.
Dirija sem rumo. Reencontre sua família e reconheça o valor que eles têm. Viaje para longe, mergulhe na piscina, fotografe o presente e resgate o passado. Dance, escute música alta e ensurdeça os vizinhos.
Descubra o maravilhoso poder de um “não”, mas saiba ceder. Aprenda a não mais mentir. Prefira ser o que a ser o que esperam que você seja. Agregue e não segregue. Um só não substitui todo o resto. Perceba que se ciúme só faz mal a quem sente.
Não peça aprovação. Não procure questionamentos. Que tal apenas ser feliz???
Reclame menos, saia mais. Aproveite os amigos e perca tempo de pernas para cima. Se jogue no sofá, se entupa de sorvete e ria do filme velho na tv. Coloque os pés na areia, se encoste na cabeceira e faça o tempo estacionar.
Ame quem merece. Limpe o armário e se desfaça do que não convém. Doe tempo, descubra que o mundo não gira em torno de você. Ofereça sorrisos a um desconhecido e conheça gente que de fato tem problemas.
Dirija sem rumo. Reencontre sua família e reconheça o valor que eles têm. Viaje para longe, mergulhe na piscina, fotografe o presente e resgate o passado. Dance, escute música alta e ensurdeça os vizinhos.
Descubra o maravilhoso poder de um “não”, mas saiba ceder. Aprenda a não mais mentir. Prefira ser o que a ser o que esperam que você seja. Agregue e não segregue. Um só não substitui todo o resto. Perceba que se ciúme só faz mal a quem sente.
Não peça aprovação. Não procure questionamentos. Que tal apenas ser feliz???
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Elas também cometem gafes
“Amiga há quanto tempo. Você tá linda grávida, é menino ou menina?” e ela responde: “É eu acho que engordei um pouquinho!”. Eu sou dessas. Que falam demais e vivem dando foras por aí, tipo “rainha das gafes”. “Oi Fulano. Cadê o fulano, ele não vem?” e a garota: “A gente terminou e eu prefiro não falar sobre isso”.Tudo bem, com o tempo aprendi a falar menos e observar mais, porém a garota que ia casar, já tinha data marcada e tudo mais e de repente – não mais que de repente - separa podia ao menos espalhar a notícia. A outra que era magra feito uma vareta e virou modelo da Tropigás também deveria alertar as pessoas.
Ontem tive a prova que gafes não são privilégios de anônimos como eu. Ivete Sangalo mandou mal em rede nacional, durante a final do Big Brother Brasil 10 – sim eu me rendi e assisti confesso. Depois que a minha mãe, fiel torcedora do Dourado, me explicou toda a trama eu entendi o fora da Ivete.
A cantora baiana em meio ao seu show no programa soltou. “Essa canção vai em homenagem a Lia e ao Cadu, uma história que vai começar aqui fora, tenho certeza”. A Ivete só esqueceu que o belo rapaz não pegou ninguém na casa porque namorava, e mais ainda, a respectiva namorada estava presente na platéia. Ups!
Não mostraram a namorada no momento da gafe, mas quando o bonito saiu rolou um beijo de novela na mocinha. Fiquei esperando a retratação, mas a Dona Ivete aprendeu com a minha mãe que “m*** quanto mais mexe mais fede” e ficou bem caladinha. Nada se falou sobre o assunto. Mas não por muito tempo, porque os sites de fofoca bombaram a notícia.
Pelo menos as minhas gafes são mais particulares. Ela teve que se explicar : "A namorada estava praticamente na minha frente. Ele saiu e a beijou, e eu bem abeatada só me perguntava... Oxe, não era Lia? Que cantora burra! E depois fiquei com cara de dó porque ela não sabia que eu não sabia! Mas ela aceitou minha piscada de olho e sorriu! Sou tapada, todo mundo sabia menos eu!".
Para completar a situação, a baiana ainda encontrou o namorado de Lia no mesmo restaurante que estava. "E para fechar a noite, encontrei o namorado da Lia, que eu já conhecia, no mesmo restaurante. Aí eu disse a ele, bem meiga, que desejava parabéns e que tivesse boa sorte com a namorada. Ai que mico!". Ivete contou no twitter.
Valeu Ivete, somos super companheiras. “Gafe Queens” Rocks!
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domingo, 14 de março de 2010
Deficiência delas...
Tive, tenho e acho que sempre terei problemas de compatibilidade com mulheres, isso por acreditar que existe muito potencial desperdiçado. Inteligência mal utilizada. Não quis escrever nada clichê sobre o Dia Internacional da Mulher, mas confesso que pensei sobre o tema.Se por hora nos aproximamos da equidade de gêneros, nos distanciamos da independência emocional. Assisto garotas que determinam a vida pela existência dos namorados, mulheres que se emburrecem em função de maridos que nem mesmo as tratam bem. Acredito não ser possível mensurar a capacidade de uma mulher tolerar os destratos de um homem quando ela admite que ou é ele ou não é mais ninguém.
Nunca vou conseguir conceber o fato de uma mulher ser feliz se submetendo à vontade de outro, sinceramente não acredito em altruísmo. Mais ou menos como a personagem de Júlia Roberts em o “Sorriso de Monalisa”, que se sente incapaz quando vê uma de suas alunas mais brilhantes abrindo mão da graduação em Yale para “pôr o jantar às 17h na mesa”.
Acredito que em relacionamentos abrimos mão de muita coisa. Por amor, ou pelo bem do outro, fazemos coisas que antes víamos como inconcebíveis, o que é normal, mas é preciso estabelecer limites. Esquecer a família, não conseguir deixar o sujeito por 2h para bater um papo entre amigas e assim ir deixando cada vez mais as amizades de lado. Até que precise delas. Ninguém é uma ilha e pode ser que as pessoas não estejam mais lá quando precise delas.
Não sei se sou diferente e por isso me orgulho, ou se sou muito orgulhosa e por isso sou diferente. Vivo bem dividindo meus amores, em determinadas horas amigos podem assumir o papel de “pessoa mais importante da minha vida”, assim como ninguém tira esse posto da minha família. Decepções me ensinaram a cuidar muito bem dos que me amam.
Peço desculpa pelas generalizações, mas observei exemplos vivos durante esta semana das condutas descritas. Se nós somos mais organizadas e determinadas, conseguimos nos dividir entre família e trabalho, além de muito mais dinâmicas, por que o mundo ainda é deles? Tive, tenho e acho que sempre terei problemas de compatibilidade com mulheres.
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