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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Trabalho Voluntário

Trabalho: Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Voluntário: Que age espontaneamente. Derivado da vontade própria; em que não há coação; espontâneo. Trabalho Voluntário no fim das contas é trabalhar por carinho, é pagar para trabalhar. É procurar problema, é ter que resolver coisas que nunca imaginou, como uma caixa d'água afundando no meio de uma festa para 500 crianças e outras peripécias. Mas é também uma das experiências mais gratificantes que se pode ter na vida.

O Brasil é considerado hoje o país mais solidário do mundo. Uma pesquisa revela que 70 % da população faz ou já fez algum tipo de ação beneficente. Talvez a nossa descrença no poder de ação governo explique essa média. A ineficiência do Estado faz com que a população acredite que ela só pode contar com ela mesmo. E são vários exemplos de ações comunitárias que entram para suprir a ausência do Estado.

Pensar em trabalho voluntário leva a algumas reflexões importantes, como qual é o melhor formato para as ações. É necessário rever conceitos da sociologia e da antropologia, como identidade e pertencimento, que se tornam essenciais para entender que ao entrar em um grupo as ações precisam ser construídas em conjunto, a necessidade do outro não é obrigatoriamente o que você acredita que é.


O trabalho do Exército no Haiti e as UPPs cariocas são exemplos clássicos de que a gestão precisa ser participativa. Ouvi de um coronel que foi oficial de comunicação no Haiti que a participação da população era fundamental, sem ela o trabalho tornava-se inviável. “É como alguém entrar na sua casa e querer mandar na organização dela, não funciona”. As tentativas de reimplantar o Estado nas comunidades é válida, mas é um projeto temporário, e no futuro? Mais uma questão a se pensar.

No fim, trabalho voluntário é a responsabilidade de um evento com a maior divulgação que você já conseguiu na vida. Aplicar o que você estudou com o que você nem faz idéia. Se arriscar morrendo de medo. Perder noite de sono, ficar com febre, sonhar (ou ter pesadelo) com todas as falhas possíveis, fazer listas e mais listas e ter certeza que inevitavelmente vai faltar algo na hora pro seu absoluto desespero. Mas também é aprender a confiar em uma equipe e ter certeza que no fim da certo porque a causa é muito maior.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Afinal, é dia de jogo!

Você sabe que seu dia vai dar errado quando logo você, acostumada a só acordar depois do soneca do telefone celular, abre o olho antes do despertador pensar em tocar. Pronto, deu zica. Daí para frente só piora, a roupa que tinha pensado em usar desaparece misteriosamente do armário, a blusa do Brasil parece que saiu de uma garrafa de tão amarrotada. Mas tudo bem, depois de lutar contra um frio, você coloca a bandeirinha no vidro e sai de casa e vai trabalhar cedo, afinal hoje é dia de jogo.

Hoje pela manhã, o ônibus da seleção não estava lotado, como diz o letreiro lá na África, isso porque o Brasil inteiro não estava lá dentro, estavam todos na saída do Lago Norte, foi o pior engarrafamento de todos os tempos. Ainda mato os velhinhos que foram contra a ponte dos meus sonhos, aquela que já ia me deixar dentro da Universidade.

No caminho para o trabalho só conseguia efetuar a matemática de que eu trabalharia minhas normais seis horas, os caixas ficariam cinco horas no banco e o cara do meu lado que normalmente faz oito, também faria jornada de seis, com uma diferença básica, ganhando bem mais que eu. Ou seja, eu fui a única ferrada. A vida não é justa, mas tudo bem, afinal é dia de jogo.

Mais engarrafamento, bar lotado, senta todo mundo – não importa aonde- que vai começar. O Galvão anunciou “Bem amigos da Rede Globo!” e a bola rolou no campeonato de futebol mais importante do mundo. O sucesso do meu dia dependia daqueles onze jogadores vestidos com a amarelinha. Não importava mais o resto do dia, afinal era Copa do Mundo.

O gol demorou, a gente sofreu com a péssima performance do número 10 da seleção. 45 minutos e nada, parecia que nem pedalada, nem jogada ensaiada iam resolver. Intervalo para acalmar os ânimos, arrumar lugares melhores na platéia. Veio o segundo tempo, dois gols e a redenção. De brinde veio o gol da Koréia, mas tudo bem, afinal era dia de jogo e vencemos!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Feliz Natal e Boa Sorte!

(25 de Dezembro de 2008)

Chega o fim do ano, as confraternizações, o Natal, o 13º e as compras. Pronto, dada a receita do desespero, começa a corrida em busca dos presentes do dia 25 de dezembro. E como o resto da cidade, eu sempre deixo tudo pra última hora. Para completar minha sina, ainda sou consultora de presentes dos homens da minha vida, que até dispõem de boa vontade, mas saber escolher não é o forte deles.

Pra quem já foi comprar presente de Natal dia 23 de tarde ou dia 24 de manhã vai se identificar. A pessoa já começa a sofrer quando descobre que não tem jeito, mais uma vez vai ter que enfrentar o comércio lotado. Depois, o primeiro desafio é o estacionamento, sim porque espírito natalino não existe nessa guerra, é sempre uma vaga pra cada dez carros, então não existe solidariedade na área. Estacionamento privativo não serve pra nada nessa hora, inclusive garagem de shopping devia ser estudada, quente, abafada, fedida e CARA. A gente fica horas rodando e o pior sabendo que ta pagando.

Carro estacionado, vamos à entrada do shopping. Tem gente de toda qualidade, mulher, homem, velho, criança, todo mundo misturado. Ah sim um monte de criança chorando pelo caminho, sim porque elas são personagens importantes no shopping. Elas formam a gigantesca fila pra falar com Papai Noel, o pobre homem fritando naquela roupa, porque o ar condicionado só funciona com shopping vazio.

Corredores lotados, segue a saga da escolha dos presentes. Loja de departamento se torna zona proibida nessa hora. Muita gente pra escolher, filas nos provadores e uma concentração absurda de gente em frente aos caixas. Eu passo. O ideal seria entrar só nas lojas caras, mas nem elas estão livres da superpopulação em tempos de natal. Como demoramos horas para chegar ao fim da jornada a fome aperta e nessa hora a praça de alimentação vira selva, seja lá o que você escolha pra comer depois da maratona, aceite, vai enfrentar fila.

Eu criei algumas regras para o trabalho, como ir pela manhã, não entrar em lojas de departamentos e algumas outras, não resolvem, mas melhoram. Mas uma coisa é legal, os vendedores mesmo cansados tão sempre felizes, afinal a gente gasta muito mais no Natal. Acho que vendedores e o pessoal do cartão de crédito são os seres mais felizes dessa época. Mas no fim fico feliz porque pior que shopping só supermercado e isso ainda não é minha responsabilidade. Ah e ainda tem o dia mundial da troca, mas isso é outra história. Feliz Natal e Boa Sorte!



Tatiana Coêlho