
As manchetes dos principais jornais ratificam nossa insegurança. “Servidores protestam e preparam dossiê sobre violência em estacionamentos” ; “Mulher de 35 anos é sequestrada quando saía de bar da Asa Norte” ; “Bandido invade lanchonete no DF e mata cliente com tiro no peito”. Só no último mês foram 88 homicídios, em apenas um fim de semana foram registrados 12 sequestros relâmpagos. Além do exorbitante número de furtos e os casos de estupro, dados da própria Secretaria de Segurança Pública.
No último fim de semana começou a circular pelo Facebook a notícia de que policiais estariam comemorando o crescimento da violência no DF. Acho a fonte questionável e foge das linhas lógicas, mas é mais um indício de que providências precisam ser tomadas. A violência é um problema grave e antigo da capital, mas nunca estivemos com tanto medo. A cidade é conhecida pelas brigas em shows, pelas gangues e
pela baixa fiscalização na relação menor/bebida. Nos últimos anos assistimos o crack tomar conta do centro da cidade. Acorda Governador!
Senhor Sandro Torres Mourão e Senhor Agnelo Queiroz, não tenho competência técnica para apontar as falhas de contingência de policiais, de estrutura de trabalho, de armamento, manutenção de equipamentos, nem nada disso, mas preciso acreditar que os senhores são capazes de encontrar e solucionar o problema. Minha pergunta é: Quando? No último dia 13 de março, a Secretaria comemorou o Dia da Segurança Pública, o que me traz outro questionamento: O senhor está seguro Secretario? Porque eu não. Tenho medo até de ir à biblioteca.

Não, eu não fui vítima de um sequestro. Não, eu não conhecia o rapaz que perdeu a vida em um mero jantar de sexta a noite. Não perdi nenhum parente, nem amigo. Mas não quero perder, não quero ficar esperando uma bala perdida me achar, não quero ter que pensar em uma estratégia para quando for sequestrada. Não quero ter velórios ou visitas a delegacias na minha agenda. O mínimo que exijo é segurança, pago meus impostos, todos eles. “Fim de semana violento” é a notícia que não mais quero ler.
Tatiana Coêlho
tati.dias.coelho@gmail.com