Se
a Ayutthaya foi meu presente, Chiang Rai foi uma grata surpresa. Uma cidadezinha
no norte da Tailândia, com carinha de interior. A gente desceu no aeroporto com
plantas entre as esteiras de bagagem sem acreditar muito que ia dar certo.
Esquece
o Uber, por aqui é o Cab alguma coisa, mas funcionou, amém, e ponto pra Diana.
Hostel gracinha, inglês super compreensível, amo hostel nessas horas. Meu sono
segue me matando, quando acostumar já vai ser hora de ir embora. Foi dia de
lavar roupa e tentar dormir, tava no orçado esse.
A
graça de lugar pequeno é achar no Trip Advisor um restaurante do outro lado da
cidade e poder ir andando. Que Deus abençoe o americano que resolveu trazer
comida australiana pra Chiang Rai, sim achamos um Outback aqui e delicioso. Não
gosto de comida tailandesa, me julguem.
Tudo
na Tailândia termina em feira e achamos outro night marketing gracinha pra
gastar dinheiros. No meio, um pocket show pra fazer propaganda do show cabaret
da cidade. Moça, vamo melhorar isso aí que não tá bom não.
Graça
mesmo foi o segundo dia, descobri que é possível se passar por “everywhere” em
algumas horas. Chega a van do passeio, companhias de todos os países em 9
pessoas e vamo nessa.
Chiang
Rai sofreu por anos com o tráfico do ópio e em uma sequência de conflitos
conseguiu mudar sua história. O museu do ópio revela um passado recente de um
entorpecente poderoso e muito valioso.
Claro
que pra mim o ponto alto seria conhecer a Long Neck Tribe. Daquelas
organizações sociais tão distantes da sua cultura que é preciso se esforçar pra
deixar os preconceitos do lado de fora e ter um olhar de etnógrafo. História
encantadora, de uma tribo que encontrou uma forma de proteger suas mulheres,
afinal são elas que promovem a vida.
Ainda
teve um encontro com macacos malucos, uma escadaria sem fim e um Buda numa
caverna com cerâmica. Por fim, o Gold Triangle, de um lado Tailândia, do outro
Myanmar e o Laos, sim, três países em um olhar só. Being everywhere foi uma
delícia, cheguei meio morta, mas obrigada Chiang Rai, um prato nobre de cultura
você.
Mas
claro que ia ter perrengue, porque na Tailândia é assim, tem sempre uma
surpresa. Para a próxima cidade o meio era ônibus, chegar na rodoviária de
Chiang Rai foi me sentir no “Não conta lá em casa”. Asfalto? Nem pensar. Um
quadradão de brita (ou que sobrou dela), uma poeira sem fim, lotado de gente se
apertando embaixo de uma lona azul, um tailandês brigando com quem parava no
lugar errado e uma barraquinha com uma comida bem fedida. Mas fecha mala que
tem cidade nova!
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