Deixo um
tempo de conquistas, mas não sem dor. Recordo as tantas lágrimas roladas a a
estafa que se espalhava pelo meu corpo a cada nova notícia. Abandono os dias de
cama, a solidão dolorosa e o medo. Agradeço os resultados finais, os sopros de
esperança e a força que surge sem procedência definida. segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Novos tempos...
Deixo um
tempo de conquistas, mas não sem dor. Recordo as tantas lágrimas roladas a a
estafa que se espalhava pelo meu corpo a cada nova notícia. Abandono os dias de
cama, a solidão dolorosa e o medo. Agradeço os resultados finais, os sopros de
esperança e a força que surge sem procedência definida. terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Meu samba vai curar a dor que existe
Meu amor pelo ritmo não é nenhuma novidade, é
para ele que corro quando tudo vai mal, é por lá que fico quando a alegria é
incontida. São melodias e letras que me trazem um tempo que não vivi, uma
poesia delicada, um ritmo liberto e uma sensação de identidade. E a minha relação com o samba
virou coisa séria, foi ele que estudei quando decidi terminar a graduação em
História, trabalhei com Rio de Janeiro nas décadas de 1930 a 1950, anos que
modificaram o entendimento do ritmo. Tentei estudar a tragetória, o resultado
foi muita coisa lida, muito aprendizado e muito a aprender, deixo aqui a
conclusão da minha monografia, defendida em 2011 na Universidade de Brasília. Porque como escutei de Muniz Sodré "a mãe a
gente sabe quem é, o pai é desconhecido". Feliz Dia Nacional do Samba."Se o país possuia identidades múltiplas, com o samba não era diferente. Não foi o samba, em sua totalidade, nacionalizado, sim uma parcela dele, aquela que transitava entre a elite intelectual e a Rádio Nacional. A música produzida e gravada no Rio de Janeiro e difundida pela Indústria Fonográfica que por fim rompeu as fronteiras e alcançou países estrangeiros. O samba não foi enaltecido como símbolo nacional de maneira ampla e irrestrita. As resistências e preconceitos perduraram, prova disso são as críticas encontradas em publicações da época.
A pluralidade de identidades contidas dentro do movimento sambista evidencia como o processo foi bem mais complexo do que a simples elevação do gênero à condição de nacional. Não foi mera resistência popular ou apenas um projeto de governo em criar uma identidade homogênea. A cultura de massas e o dinamismo das tradições foram outros fatores que influenciaram e problematizaram o processo. Assim como a sequência de inter-relações, apropriações e expropriações culturais.
O processo e suas nuances ainda não foram totalmente explicados. Apesar de uma ampla bibliografia sobre o tema, as informações são por vezes contraditórias e não há um consenso entre os autores que esclareça como um gênero antes marginalizado, onde a polícia prendia quem o tocava, virou artigo apreciado pela elite e produto de exportação. Algumas obras circulam com o caráter de leitura obrigatória e servem de base para novas discussões, como “O Mistério do Samba” de Hermano Vianna. Outra obra frequentemente revisitada é “Samba - o Dono do Corpo”, de Muniz Sodré.
O interessante desse processo de nacionalização é observar como ele foi aos poucos naturalizado e enraizado na cultura brasileira. Expresso nas mais diversas formas, na música, na dança, na imagem brasileira no exterior, na exaltação do samba velha-guarda, tido como puro e incorruptível. Manifestações de um mesmo gênero musical, mas que adquiriu novas formas de representação ao longo de seu percurso. “E soava como algo tão natural, tão estranhamente brasileiro, que, em 1940, Dorival Caymmi, já proclamava em Samba da Minha Terra: “ quem não gosta de samba/ bom sujeito não é/ é ruim da cabeça/ ou doente do pé” (PARANHOS, 2003, p. 109).
Se a elite tentou se legitimar com o samba, o samba se sustentou na elite. Nas relações que o samba desenvolveu nas primeiras décadas do século XX, o que se observa é uma sucessão de agentes, se os mediadores culturais foram importantes por um lado, por outro os próprios sambistas desenvolveram habilidades políticas e trabalharam ativamente na legitimação do ritmo. O resultado foi um símbolo identitário que perdura até os dias de hoje." (Tatiana Coelho, 2011)
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Um melhor contexto
O processo de colonização americano criou um país com
diversas organizações econômicas. As colônias do norte que se mantiam voltadas ao
mercado interno e com uma industrialização incipiente e as do sul que se
baseavam na agroexportação e na mão de obra escrava. Essas diferenças gerariam a Guerra de Secessão anos mais
tarde, deixando marcas de separação que refletem até os dias atuais. A luta pelos direitos civis e contra um regime
opressor e segregacionista - que renegava o direito a sentar em bancos de ônibus,
de ingressar na universidade ou ao voto - são evidências de uma tragetória
marcada por conflitos. Assim, era estabelecido, os brancos de um lado e os negros
de outro, de preferência em um lado bem longe. Movimentos com luta armada como
o Black Power e o Black Panthers ou a
liderança pacífica de Martin Luther King e o famoso “i have a dream” que lhe
renderia o Prêmio Nobel em 1964 se tornaram famosos no mundo todo.
Atualmente, o preconceito se dá pela via econômico-social
por aqui, não necessariamente pela cor da pele, há um racismo velado, que se
esconde. Mas o problema está presente nos números, os indicadores mostram que as
maiores taxas de anafalbetismo, desemprego, evasão escolar, violência,
mortalidade e outras se encontram na população negra. O último censo do IBGE
trouxe uma quebra de paradigmas, 52% da população se declarou negra ou parda.
Sempre soubemos esse dado no senso comum, mas a novidade é a identificação, o
critério do censo é a auto-declaração, ou seja pela primeira vez a “raça”negra
perde o caráter pejorativo e inferior e as pessoas querem ser ligadas a ela, se
“assumem”. sábado, 10 de novembro de 2012
Me sinto vivendo
Me sinto mais perto dos 30 do que dos 20 com todas as idiossincrasias
e incoêrencias da frase. Sim, há 10 anos eu imaginei muita coisa diferente,
à essa altura eu seria mestre e estaria resolvendo algum problema mundial. Mas fui
ficando por aqui, escolhendo pelo caminho, me decepcionando daqui, me animando
ali, desapegando de algumas ilusões infantis e ganhando sonhos novos. Ainda
quero viajar pelo mundo, falar outras línguas, ler uma infinidade de livros,
conhecer gente, ainda quero muita coisa. A parte das comidas exóticas me reservo o direito de ficar sem,
ainda tenho o paladar de criança. domingo, 28 de outubro de 2012
Limpo o que não me cabe mais
Limpo meu armário e me despeço de tudo que já nao me cabe
mais. Algumas nunca usei, outras usadas à exaustão. Limpo meu armário como se
pudesse me livrar de você, te enfiar no fundo de uma gaveta ou colocá-lo na
pilha de doação. Tenho vontade de rasgar tudo que usei com você, de me livrar de
todas as calcinhas bonitas e andar de pijamas por aí. Onze anos
Você não estava na minha valsa, nem no fim da escola, tampouco quando segui meio sem querer a sua carreira. Não me viu segurar o canudo com orgulho, nem acompanhou a dolorida segunda graduação. Mas foi minha inspiração a cada passo. Meu extremo orgulho pela sua história, por ser fruto dela e por poder contar a todos com propriedade de neta especial.
Acordo assustada. Lembro de você, faz tanto tempo. Pergunto
porque essa lembrança agora, por que logo agora que tudo se complicou? Lembro
do trabalho, tenho tanta coisa a fazer. Volto cinco anos quando as expectativas
eram outras, quando as possibilidades eram infinitas. Checo no telefone, nada
de novo por ali. Email e facebook continuam desinteressantes. Penso no futuro,
quantifico o tempo, tento adiantar prazos, me pergunto "quando?". O
espelho me afronta, me faz perguntas que eu não quero responder. Você faz
falta, mas logo lembro que há muito mais. Elas, eles e entre eles
Não adianta, eu rodo, rodo e acabo sempre no mesmo tema,
“relacionamentos: elas e suas loucuras”. Mas esse veio até a pedidos.
Minha experiência nem é lá tão vasta, nem tenho uma linda história de sucesso
para compartilhar, mas depois da minha fase de Maria do Bairro Sofredora
aprendi algumas coisas. Duas eu selecionaria como mais importantes. A
primeira: eu falo o que quero e na hora que quero, o cara é
responsável pelo que provoca em mim, bom ou ruim, falar pode não resolver nada,
mas acalma meu coração. A segunda: expectativa é algo feito pra ferrar com a
gente e mais nada. sábado, 12 de maio de 2012
O roteiro que todas já vivemos!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A notícia que não mais quero ler
“Fim de semana violento no DF”. Essa é principal manchete dos últimos meses em Brasília, mais um pouco e deixa de ser notícia em função da trivialidade. A Esplanada dos Ministérios virou terra de ninguém, na Universidade de Brasília já nem se comenta a quantidade de furtos nos carros. A Asa Norte além de ser palco principal de sequestros relâmpagos agora tem até bala perdida. Em Águas Claras é perigoso até buscar o filho na escola. Nunca estivemos com tanto medo na cidade, perdemos a sensação de segurança. Acorda Secretário!As manchetes dos principais jornais ratificam nossa insegurança. “Servidores protestam e preparam dossiê sobre violência em estacionamentos” ; “Mulher de 35 anos é sequestrada quando saía de bar da Asa Norte” ; “Bandido invade lanchonete no DF e mata cliente com tiro no peito”. Só no último mês foram 88 homicídios, em apenas um fim de semana foram registrados 12 sequestros relâmpagos. Além do exorbitante número de furtos e os casos de estupro, dados da própria Secretaria de Segurança Pública.
No último fim de semana começou a circular pelo Facebook a notícia de que policiais estariam comemorando o crescimento da violência no DF. Acho a fonte questionável e foge das linhas lógicas, mas é mais um indício de que providências precisam ser tomadas. A violência é um problema grave e antigo da capital, mas nunca estivemos com tanto medo. A cidade é conhecida pelas brigas em shows, pelas gangues e
pela baixa fiscalização na relação menor/bebida. Nos últimos anos assistimos o crack tomar conta do centro da cidade. Acorda Governador!
Senhor Sandro Torres Mourão e Senhor Agnelo Queiroz, não tenho competência técnica para apontar as falhas de contingência de policiais, de estrutura de trabalho, de armamento, manutenção de equipamentos, nem nada disso, mas preciso acreditar que os senhores são capazes de encontrar e solucionar o problema. Minha pergunta é: Quando? No último dia 13 de março, a Secretaria comemorou o Dia da Segurança Pública, o que me traz outro questionamento: O senhor está seguro Secretario? Porque eu não. Tenho medo até de ir à biblioteca.
Esse ano a saúde no DF matou até o Secretário de de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento por falta de atendimento. A educação nunca esteve tão sucateada, outro dia a internet das escolas públicas foi cortada porque o governo não pagou a conta. Agora além de tudo isso teremos que conviver com o descaso e a sensação de tragédia iminente? Trabalho em um banco e tenho medo todos os dias ao entrar nele. Não sei o que fazer, só não quero ficar de braços cruzados esperando virar vítima dessa violência endêmica.Não, eu não fui vítima de um sequestro. Não, eu não conhecia o rapaz que perdeu a vida em um mero jantar de sexta a noite. Não perdi nenhum parente, nem amigo. Mas não quero perder, não quero ficar esperando uma bala perdida me achar, não quero ter que pensar em uma estratégia para quando for sequestrada. Não quero ter velórios ou visitas a delegacias na minha agenda. O mínimo que exijo é segurança, pago meus impostos, todos eles. “Fim de semana violento” é a notícia que não mais quero ler.
Tatiana Coêlho
tati.dias.coelho@gmail.com
domingo, 25 de março de 2012
Tenta de novo!
Enquanto o cara me vê como a companhia dele para as próximas horas da noite eu não enxergoele nem pros próximos vinte ou dez minutos. Sei que a garota do lado olha pra mim com espanto e pergunta “como assim ela não quer ficar com ele?” e eu tenho vontade de gritar “pode ficar para você!”, não é que ele seja ruim, é bem bonitão por sinal, mas eu sou tão melhor, estudei muito para escutar um discurso narcisista e cair em uma cantada ruim, tenho vontade de falar “volta e tenta de novo!”.
E é nesse maldito momento que jogo a toalha e desisto que morro de saudade de você. Das suas piadas ruins e trocadilhos inteligentes. De como a gente ria dessas histórias malucas e como era fácil passar horas encostada em você. Das nossas
conversas e do seu interesse em mim. De como eu podia ouvir suas explicações e erudições. Saudade do quanto era divertido. O problema não foi ter entrado na minha vida, foi não ter ficado, o problema é que agora sem você eu continuo me achando infinitamente melhor do que a minha vizinha e insisto em procurar outro de você.
No fim da noite ele encontrou o que queria, saí e tinha outra com ele. Eu volto pra casa sozinha pensando que prefiro a minha própria companhia a ter que aceitar a enxurrada de cantadas ruins e conversinhas moles. Não, seu cargo não me impressiona, nem seu carro, tão pouco sua conta bancária, me surpreenderia se mentisse menos, prestasse atenção no que falo e se interessasse mais por conteúdo do que por forma. “Volta e tenta de novo!”
quinta-feira, 22 de março de 2012
"Mais calma Dona Maluca?"
Deixamos o tempo passar. Reagimos bem a pressão. Funcionamos em deadlines. Podemos conversar por horas em uma madrugada não-dormida. Usp e UnB por vezes estão muito mais conectadas do que parecem. Ela por vezes ignora lógicas e esquece quão inteligente é e quanto potencial ainda tem para explorar, nessa hora eu preciso lembrá-la.
Ela romântica e eu razão. Agoniada, ela é capaz de explodir em sentimentos como se o mundo fosse acabar nos próximos 30 segundos. Bem nessa hora a cientista desaparece, a capacidade de raciocinar é bloqueada e a passionalidade estoura por todos os póros. E no fim vem com cara de criança que acabou de fazer besteira: “é, acho que fiz de novo né!?”.
Completamente desconsertada quando pela primeira vez ela encontrou um imprevisível na vida. Ela prefere a zona de conforto enquanto eu gosto de ser confrontada. Dona de algumas artimanhas, sempre soube se fazer de tonta, indefesa, sabe bem esconder segredos. Talento é para poucos, temos os nossos. Ainda invejo como ela consegue se apaixonar e se entregar.
Dona das piadas ruins, do sorriso solto e de um bom-humor cativante. Com a gente é assim, muitos anos, e a capacidade de ter quase um mapa da personalidade da outra. Podemos passar muito tempo sem ver, semanas sem nos falar, mas o fim é sempre comum. “Você me conhece hein?”. Acho que sim, afinal “são dez anos, não são dez dias”.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Minha vontade
Minha vontade é sair gritando pela rua até chegar em você, esbrafejar meus anos perdidos, meus planos desfeitos e a sua total incoerência. Minha vontade é sair por aí experimentando todas as conquistas que deixei passar por você, tentar recuperar o que você me fez perder. Minha vontade é te contar que você é bem menos do que acha ser.domingo, 29 de janeiro de 2012
Comigo eu me viro bem!
Não preciso de alguém que cuide da minha vida, que decida por mim, muito menos que pague as minhas contas. Com a minha vida eu me viro bem. Preciso que você decida por si, que seja resolvido, que saiba o que quer. De você eu preciso de tempo, do seu tempo.
Preciso que me ligue no fim do dia e me escute reclamar. Preciso que aceite mes convites para jantares, shows e viagens, mais que isso preciso que faça os seus próprios convites. Preciso de apoio quando decidir passar horas internada em uma biblioteca. Preciso do seu ombro largo para dormir nos dias frios.
Não quero que que você apareça quando eu esquecer de você. Não quero ficar esperando “que você pense em mim de vez em quando, só pra eu não me sentir tão patética por pensar em você o tempo todo”. Preciso de alguém que venha de verdade, porque pra ficar com “meio- você” eu prefiro ficar sozinha.
Talvez fosse mais simples se, e somente se, eu não me achasse infinitamente melhor do que muita gente por aí, mas mesmo assim parece que algo mo colcoa no campo dos não merecedores.Eu tenho aumentado meu potencial de esquecimento e diminuído minhas expectativas, no fim vou ter que gritar "socorro eu não estou sentindo nada". Preciso acreditar em alguém. Preciso só do que é meu.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
“Prometo te querer no último momento...”
Eu estava ali, muito bem acompanhada das pessoas que me fizeram me encantar por aquilo. Acompanhada dos meus contadores de histórias. Foi dele que ganhei toda a coleção do Pasquim, que ouvi que “intelectual não vai a praia, intelectual bebe”. Era com ela que acordava toda manhã com música alta e podia ouvir “Apesar de vc”, “Vai passar”. Achava engraçada a música em que a Marieta mandava um beijo para alguém ou a moça feia debruçada na janela.
sou sua alma gêmea. Sou sua fêmea, seu par, sua irmã. Eu sou seu incesto. Sou igual a vo
Feliz 2012!
Entrego minhas flores e peço por um 2012 de MAIS para aqueles que fazem meus anos especiais. Mais amor.... Mais paz....Mais tranqüilidade...Mais prosperidade ...Mais saúde...Mais FELICIDADE!!!!Rezo por você, peço pelas surpresas que virão. Peço tolerância, paciência e fé. Peço humanidade, peço que a vida receba o valor merecido. Peço menos violência.
Agradeço tudo que passou. Acredito com esperança sempre que dias melhores hão de vir. No Rio, os fogos já anunciam 2012 batendo na porta. Piso no meu lugar preferido e cheia de boas energias desejo um EXCELENTE Ano Novo a TODOS!!!
Um bom Natal!
Um dia na cozinha. Corrida de última hora no supermercado, sempre esqueço alguma coisa. Horas e horas no shopping. Presentes comprados e gente chegando.Mais um ano...
computador era para poucos. O muro de Berlim ainda era uma obra imponente. O
Brasil era Tri. O Sarney ainda mandava no país (opa isso não mudou).
Aprendi muita coisa nesse 1/4 de século, mas trago o essencial: família e amigos. No fim do dia o que conta é o bilhete de parabéns que minha mãe me deixou antes de sair pro trabalho e a enxurrada de mensagens e ligações que tenho recebido.
OBRIGADA por fazerem mais um 8 de novembro feliz!!!!
